segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Guardarei pra sempre

Guardarei para sempre. Em cada canto, guardo um pedaço da minha alma, cada suspiro teu, cada toque que me incendiou. Guardarei o teu beijo, o sabor da tua boca, cada instante vivido, todas as emoções que queimaram em mim. Guardarei as lembranças, os sorrisos de alegria, as lágrimas de prazer e dor. Foste a minha manta na cama, quando o vento frio soprava, foste o meu calor nas noites de luar, o abraço que derreteu o meu corpo, a pele que incendiou a minha. Somos efeito de um sopro, lançados no universo, guiados um ao outro como estrelas inevitáveis. Sem ti, nada faz sentido — sou inteira saudade, inteira desejo. Só quando te conheci entendi que eu, antes de existir, já era apaixonada por ti. Por amor, começámos em liberdade, na liberdade do nosso desejo, onde cada toque renova a chama que arde entre nós. Amo-te em qualquer hora e lugar, na noite, no dia, na luz e no espaço. Brindemos aos instantes roubados, empresta-me o teu corpo, vem. Eu digo que te amo, mas se não digo, eu sinto — e vivo-te em cada respiração, em cada toque, em cada beijo. Guardarei para sempre a minha beleza, o meu calor, o meu corpo inteiro para ti, para os momentos em que o mundo desaparece e só existimos nós dois.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Não tenho medo!

Não tenho medo de dizer ao mundo o que és para mim. Não tenho medo que exista um início nem que um dia haja um fim. Não tenho medo de gritar, de mostrar ao mundo que sou feita de ti. Sou palavra, sou chama, sou verdade sem abrigo. Por vezes o silêncio diz tudo, mas eu escolho quebrá‑lo. Nada me impede de saborear a tua boca, de desejar‑te sem culpa, sem travões, sem limites. A minha força nasce na solidão, onde aprendi a ser inteira. Não tenho medo de chuvas violentas, nem de ventos longos e ferozes, porque eu também sou a escuridão da noite que resiste e permanece. A esperança alimenta a alma, mesmo quando se mistura com o veneno do medo. Ainda assim, eu escolho amar. Simplesmente amo‑te. Sem medo de sentir, sem medo de dizer, sem medo de me perder nos teus braços, nos teus beijos, em tudo o que somos quando estamos juntos.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Mentira

A mentira é a face do demônio. O que nos obriga a mentir é o medo, a impossibilidade de encarar a verdade. Aprendi uma lição dura: já sonhei com a vida, mas o sonho acabou, despedaçado pela tua falsidade. Sorrio, ainda assim, porque houve um dia em que acreditava. Escolheste magoar-me, mentir, ser indiferente, transformar amor em jogo. Fui cega, caí no teu jogo, mas não fui derrotada. Escolhi não perdoar, porque a liberdade vale mais do que qualquer ilusão que criaste. O pior da mentira é criar uma falsa verdade, uma prisão disfarçada de realidade. Mentir é maldade pura, silêncio é mentira, indiferença é lâmina que corta. Hoje sei: a verdade liberta, a mentira aprisiona. E eu saio do teu labirinto mais forte, inteira, intocável, pronta para nunca mais ser enganada.