" Não te quero por um dia, não te quero por um ano. Te quero por toda vida, te quero porque te amo. " "E sempre te amarei do fundo,do meu coração"
segunda-feira, 28 de dezembro de 2015
Amo-te cada vez mais - Amor proibido
Fui envolver-me com alguém,
num amor proibido.
Há muito tempo que nos amamos;
um amor perigoso, nós sabíamos.
E, ainda assim, delicioso.
Nada me faz arrepender.
Já não consigo viver sem este amor
que cresce a cada dia,
mesmo com os intrusos.
Pergunto-me:
que amor é este, maior do que o mundo?
Este amor aquece-me o corpo.
Amo-te muito… como na primeira vez.
Só eu e ele.
Nos olhos, o espelho do amor.
Deste amor.
O milagre da vida acontece no meu ventre.
Sinto um novo amor a crescer,
diferente de tudo o que já senti.
Estou preparada para guardar na memória
cada dia, cada pormenor desta fase
inesquecível.
Começa a contagem decrescente
para o dia em que este bebé
descobrirá a luz do nosso mundo a dois.
Acredito que são estes acontecimentos
que mudam a cor da nossa existência.
Ser mãe é uma dádiva muito especial.
E nós, meu amor,
merecemos esta felicidade.
terça-feira, 17 de novembro de 2015
Por querer-te
Por querer-te,
fui vertida como água.
Todos os meus ossos se separaram.
O meu coração tornou-se cera
e derreteu dentro do meu peito.
A minha garganta secou
como lama cozida,
a língua colou-se ao céu da boca.
Reduziste-me ao pó da sepultura.
O meu erro só a mim dizia respeito,
mas levantais-vos contra mim
e censurais-me pelas humilhações
que carrego aos pedaços.
São as tuas palavras
e as tuas atitudes
que te condenam — não eu.
Atiras-me acusações à cara,
absurdas setas que atravessam os meus rins
sem piedade
e espalham o meu rancor pela terra.
Queria que percebesses:
o meu silêncio é um grito mudo.
Procurei mil formas de chamar a tua atenção.
Mudei — não por desejo,
mas por necessidade,
para não alimentar mais esperança.
Magoas-me ao permaneceres no teu passado.
Não fui eu que te traí.
Não sou o teu passado.
Não sei curar as tuas feridas.
Eu queria atenção,
e tu achavas que eu exigia demais.
Às vezes queria odiar-te
por te amar
e por te querer em excesso.
Para elas,
basta uma palavra.
Estarás sempre pronto a servi-las.
A mim, simplesmente ignoras.
Eu sou a tua namorada…
mas que destino o meu.
Talvez viva este amor em vão.
Se tu estiveres triste,
mais infeliz ficarei eu.
Triste é saber
que não sou a razão do teu sorriso.
A minha timidez condena-me
nestes argumentos parvos.
Vivo um sonho isolado.
Não tens culpa,
porque nem sabes quem sou.
Gostaria de ser o verso que te alimenta,
mas, mais uma vez, cacei-te como um leão.
Pedi a tua companhia
e recebi um não.
Não me surpreenderia
ver-te fazer companhia a outra mulher.
Amei a tua expressão
quando olhaste para mim, espantado.
Não soube o que dizer.
Sorri, cumprimentei-vos
e engoli-me inteira.
Já analisei a parte mais duvidosa:
se um dia mudasses de atitude…
Ah, como disseste,
nunca mudarias por mim
nem pelo que és comigo.
Basta a cada dia
o seu próprio mal.
O que o tempo não apaga,
eu finjo que esqueço.
domingo, 11 de outubro de 2015
Amor impura
Posso suportar a solidão.
O desprezo, não.
Deixaste a alma ferida,
uma cicatriz no coração
e no ventre.
Cansei-me de fingir que estava tudo bem.
Sempre conduziste a história
como quem manda,
não como quem ama.
Agora recolho-me.
Arranco o mal do peito
e entrego-o ao fogo.
Disseste que eu era a única.
Falaste em família,
em lutar juntos contra o mundo.
Mentiras vestidas de promessa.
O erro foi meu:
acreditar.
Recomeço.
Mudo de vida.
Escolho-me.
Estás habituado a ferir,
mas um dia aprenderás o peso do choro.
A saudade há de invadir-te
como um quarto sem janelas.
Sentirás na alma
o que é sofrer.
E aprenderás, tarde,
o valor do que perdeste.
A partir de hoje, ajo pela razão.
As palavras que proferes
nascem do coração —
e é isso que te condena.
Porque dele brotam
maus intentos,
imoralidades,
falsos testemunhos,
blasfémias.
O teu orgulho é cruel.
Impuro foi o fruto
arrancado do meu ventre
numa dor viva, irreversível.
Não derramo mais lágrimas
por um amor impuro.
Será memória sem ternura,
água pesada,
mal sem cura.
A tua alma tornou-se impura
porque o teu coração
não permitiu a entrada do amor.
Resta-te apenas
sentires-te suficiente
para ti mesmo.
O zumbido anuncia a escuridão.
Não preciso de um anel no dedo
para saber
que sou mulher.
terça-feira, 6 de outubro de 2015
Caneta
caneta,
musa dos trovadores,
ádito do meu amor,
companheira da amargura,
mãe da desventura.
Escreve a ansiedade,
em linhas onde manifesto pensamentos
e derramo sentimentos.
Essa tinta que desliza no papel,
grava palavras
como a história da minha vida,
que hoje ordeno
e guardo dentro de mim.
A minha mão comanda a caneta,
mas é a mente quem a governa.
Entre o som da trombeta e do sino,
há um toque pontiagudo na alma que sente:
só a caneta preenche o meu vazio.
Minha amada caneta,
tão variada —
das mais simples
às mais sofisticadas e elegantes.
Como Deus criou o mundo
e o pintou com as cores mais lindas,
também estas palavras
jamais se apagarão.
Assim transformo a tinta
num belo seguimento regular,
onde a dor encontra forma
e o silêncio aprende a falar.
sábado, 19 de setembro de 2015
Seis anos de namoro
Seis anos de namoro.
Como o tempo passou depressa.
Não foi fácil, mas chegámos aqui.
Hoje celebramos o nosso aniversário
e agradeço a Deus
por fazeres parte da minha vida,
por me tornares, dia após dia,
uma pessoa melhor.
Obrigada por me aturares todo este tempo,
mesmo com problemas complicados
que só fortaleceram
o quanto eu te amo
e como é impossível ficar
um segundo sem falar contigo.
Estamos aqui por livre escolha.
Cada momento contigo foi marcante.
Só nós sabemos
quantas batalhas vencidas
e quantas derrotas dolorosas enfrentámos.
Eu sei:
conviver comigo estes anos não foi fácil.
Ainda assim, ensinaste-me
a ser melhor todos os dias.
Há quem prefira criticar o nosso amor
em vez de cuidar da própria vida.
Pior:
os invejosos nem sabem observar em silêncio,
sentem sempre a necessidade da fofoca.
Há pessoas que não sabem ser felizes,
olham os outros pelo canto do olho.
Outras vestem sorrisos falsos,
tornam-se devedoras
de palavras venenosas,
com o coração amarelo de inveja.
O melhor é afastar-me dessas almas,
pois só carregam infelicidade.
Não vou perder mais tempo
a preocupar-me com o que dizem de nós.
Que a inveja fique com quem a tem.
Eu sigo o meu caminho
sem dar justificações.
Desejo-lhes o melhor:
que encontrem a humildade,
a gratidão
e aprendam a amar
sem ferir.
segunda-feira, 7 de setembro de 2015
Quem Sou eu?
Tenho duas grandes criatividades:
amo quem me ama.
E a outra, ainda maior:
sei ferir quem me fere.
Procura amar-me
quando menos mereço,
é exatamente quando
mais preciso.
Sou magnífica quando quero ser luz.
Quando escolho ser sombra,
sou ainda melhor.
Só existe paz
quando a razão governa.
Sou melhor do que pensam
e pior do que imaginam.
Penso antes de falar,
mas não digo tudo o que penso.
Nunca te alegres por vencer-me hoje:
amanhã posso ser eu
a derrotar-te.
Quem me causa sofrimento
é mais infeliz do que eu
e provará da amargura
da dor que me causou.
Quem não está comigo,
está contra mim.
Sou o que sou.
Sei quem sou.
Sei para onde vou.
A vida é curta
para manter amigos longe
e inimigos mais perto ainda.
Cada um conhece
a dor e a delícia
de ser quem é.
O que me moraliza por dentro
finjo não ouvir.
Isso é meu
e morrerá comigo.
Não preciso de vingança:
fico sentada a esperar,
porque sei —
afogas-te sozinha.
Nos frascos pequenos
habitam os aromas
e os piores venenos.
Não me subestimes.
Não tentes convencer-me
com palavras vazias:
é perda do teu tempo.
Posso dar-te
o fogo do inverno
ou a chuva.
Escolhe bem:
dificilmente sobrevives
a qualquer um deles.
Com a minha inteligência
não se erra duas vezes.
As críticas passam.
A inveja evapora.
O carinho, os amigos,
a consideração —
isso fica.
Os loucos são os verdadeiros
numa sociedade doente.
Se não gostas de mim,
dou-te bons motivos para odiar-me:
a tua inveja
é o caminho do meu sucesso.
Não me sigas:
não sou linha de conduta.
Não me acompanhes:
não sou filme.
Amo e odeio
com a mesma intensidade.
Errar é humano.
Perdoar não é a minha política.
Não me temas — respeita-me.
O meu silêncio diz mais
do que mil palavras.
As derrotas não me assustam:
foram elas
que me ensinaram a vencer.
Enquanto caminho, não me distraio.
Uma certeza move-me.
As minhas lágrimas são verdadeiras
e a chama —
essa é sempre
o que mais dói.
Não ligo a olhares
dos pés à cabeça.
Risos alheios
são o meu melhor elogio,
especialmente
quando vêm de idiotas.
A minha rebeldia
não me impede de ser anjo.
A minha coragem liberta
o desejo de conquistar mais.
Sei em que lado confiar.
Do meu lado, tudo é intenso.
Sou água:
adapto-me a qualquer ambiente.
Posso ser calma
para expor a tua infelicidade.
Ou tempestade,
selvagem,
capaz de afogar-te
contra as pedras.
No amor, sou carinhosa e fiel.
Transformo o meu veneno
no teu mel.
Amigos traidores
raramente regressam.
Confiança quebrada
não se remenda.
E aos meus inimigos, desejo vida longa:
para que me vejam
sempre em alta.
quinta-feira, 30 de julho de 2015
Impossível de evitar
Impossível de evitar:
um coração feliz
é a vantagem
de um coração ardente de amor.
Impossível de evitar —
paralisa o corpo,
reprime a alma,
e ainda assim a expande.
O amor verdadeiro nunca se estraga.
Conserva-se sólido,
inalterável
nos corações
e nos intelectos.
Provoca os desejos mais secretos,
faz com que o pensamento
voe
e viaje por caminhos
de prazer
e arrebatamento do espírito.
Por mais íntegra que seja uma natureza,
ela aprofunda-se
no calórico do amor;
se não se funde,
é porque o fogo
não era
suficientemente robusto.
domingo, 26 de julho de 2015
Inocente Preso
Crescer roubou-me a inocência.
O mundo está repleto de ódio,
transformado em ministério,
onde muitos lutam pelas diferenças
e poucos pela verdade.
O ser humano conduz o outro
à prisão
sem investigar.
A resposta é sempre a mesma:
“alguém disse”,
“acham que é”.
Como se não bastasse,
o inocente é violentado
por detentos.
A inocência torna-se, assim,
uma forma injusta de existir.
O cândido não reconhece o seu oposto;
convive com o próprio algoz,
hostil, sem saber.
Nada posso fazer
contra o que é afirmado
na superfície da vida,
enquanto eu estava ocupada
em presenciar
a calamidade da criatura humana.
Na profundidade dos meus olhos
posso ficar cega.
Cada carga de sofrimento
grita por vingança.
A vida está desumanizada.
Mundifiquei-me no fogo
da pena moral.
Sou contra o impetuoso,
pois o que parece fazer bem
também pode ser desumano.
Tive existência real.
O que mais me impressiona nos fracos
é a necessidade de humilhar os outros
para se sentirem fortes.
A justiça continua a perpetrar
erros terríveis;
estes casos são um absurdo.
É uma vergonha
prender um inocente
e depois recusar
assumir o erro.
Mais vale arriscar salvar um culpado
do que condenar um inocente.
A vida não é difícil —
o homem é que a torna
insuportavelmente complicada.
O imaculado caminha
com tranquilidade.
Nenhum valor será suficiente
para reverter
a negligência da crueldade pura.
Até no inferno
existem inofensivos.
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