quarta-feira, 25 de maio de 2011

O tempo cura

Deixe o tempo correr como o rio que não se apressa, levando consigo pedras e folhas, abrindo caminhos novos. O dever existe, mas jamais deve esmagar o coração que sente, como vento que respeita cada flor. Deixe o tempo curar as pessoas, como a chuva que suavemente lava a terra, e que aprendam com os próprios erros como a noite ensina a valorizar o sol. Um pequeno gesto é como semente lançada ao vento — pode florescer onde menos se espera. Ajudar quem nos ignora não é fraqueza, é como estender luz num mundo que ainda tropeça na sombra. Não se deve vingar quem nos fere; o caminho certo é plantar bondade, esperar que o tempo revele o peso dos seus próprios erros. Quem reconhece seu erro é como árvore que se curva ao vento e sabe também oferecer perdão. Há feridas que doem demais, como pedras cravadas na areia, e perdoar parece impossível. Mas o tempo é paciente, como o mar que molda a rocha, como a lua que guia as marés, ele sabe esperar até que tudo se acalme.

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