sábado, 22 de setembro de 2012

O amor no início

Uma das coisas que aprendi é que se deve viver sem riscar o futuro ao longe. No começo do amor, tudo é perfeito: não há problemas, nem complicações. Milhões de palavras são gastas logo na primeira semana. No início, só se conjuga o verbo amar. Depois do fim, aprende-se o verbo magoar. Vive-se perdida entre tantas falsas máscaras que o outro usa. Alguns casos parecem amor, e juram ser definitivos para amar. Mas, afinal, é o contrário: não querem amar, querem apenas estar presos à palavra amar, e não à solidão. O amor que se diz inseparável é, muitas vezes, o que menos dura. Porque no começo somos extraordinários — pelo menos na ilusão.

Sem comentários: