domingo, 31 de março de 2013

Acorda!

Acorda desse sono odioso que me priva do teu charme. Perfeição suave dos teus olhos — num só movimento, entrego-me inteira. És meu céu, minha lua, meu céu ao amanhecer. Sem a tua luz, aprendo a viver na escuridão. A tua perfeição encantou-me. Diante de ti, sou indefesa. Esta noite, deixa-me adorar-te dentro dos meus próprios abraços. Como posso silenciar o meu coração? Ele bate como nunca bateu. A morte, comparada ao amor, é apenas um pensamento trivial. Os meus olhos estão vazios, até as lágrimas me abandonaram. O silêncio ocupa o meu coração. Já não sinto dor — apenas cansaço. Todos os sentimentos partiram, fiquei vazia, como a escuridão mais negra no centro da noite.

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