sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Inferno da Vida – Entre Dor e Luz

Inferno da vida. A vida dá voltas que me esmagam, confunde estradas, torna invisível a saída. É cruel, é injusta, uma dança de alegrias fugazes e tristezas eternas. A vida… é uma caixinha de surpresas, mas quase sempre amargas, quase sempre cheias de dor. Que inferno da vida. Não sei mais andar pelos caminhos longos, não sei onde me encontro, não sei quem sou neste mundo frio. Sozinha nesta noite gelada, carrego sonhos feridos e fantasias quebradas. Ao longe, alguém canta uma velha canção… e, por um instante, lembro de ti. Vou à janela, olho para o alto, e o silêncio envolve-me como a única forma de sobreviver. A angústia aperta o peito, o medo sussurra no escuro. Fico quieta, imersa neste inferno, perdida sem luz, vivendo numa fogueira de pura maldade. Choro com todas as forças que ainda tenho, lágrimas que caem na terra como se pedissem perdão por existir. Procuro paz… encontro solidão. Procuro ar puro… vem um vento violento que arrasta-me para o abismo. Procuro felicidade… a minha alegria foi roubada, levada pela crueldade do mundo. Já não tenho forças para lutar, mas ainda existo, entre a solidão e a dor. As minhas lágrimas secaram. A esperança quase se foi. O meu peito arde como um sol ferido, uma chama que dói, mas ainda pulsa. Que dor… que dor neste planeta pecador. Quero harmonia, liberdade, paz… mas tudo parece escapar-me. A lua ainda brilha, o mundo inteiro dorme… só eu permaneço desperta, perdida em memórias que sangram. Não há lágrimas para gastar, os rios secaram. Mas dentro de mim, algo insiste em resistir. A minha alma, apesar do inferno, começa a se erguer, um fio de luz frágil, quase invisível, mas real. O vento ainda é violento, a dor ainda é presente, mas sei que este inferno não me define. No meio da escuridão, uma centelha de esperança acende-se… e a vida, mesmo em sofrimento, ainda pode ser minha.

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