segunda-feira, 4 de abril de 2011

Amor e Saudade

Dói. Dói como se o peito estivesse apertado por mãos invisíveis. Choro por ti, morro por ti, e sem ti sinto que deixei de existir. O coração não entende porque teve de ser assim. Desde o dia em que foste embora, o meu mundo apagou-se e o inferno passou a morar em mim. Tento esquecer-te, mas o meu coração recusa. Há uma dor fixa, presa, a viver dentro de mim como se nunca tivesse saída. Estás cravado no meu coração. Caminho triste, sinto-me abandonada, a minha vida perdeu a cor e o vazio ocupa cada canto do meu ser. Às vezes a distância parece ajudar, outras vezes destrói-me por dentro. Porque lembrar de ti é lembrar de nós a viver como se estivéssemos nas estrelas, onde o tempo não existia e as horas morriam nos nossos braços. Quantas loucuras fizemos por amor… um amor infinito, selvagem, sem medo. Tantas pessoas quiseram entrar no nosso mundo, mas não conseguiram tocar o que era só nosso. Como eu queria voltar ao tempo perdido. Ao teu jeito, ao teu sorriso que me despia a alma sem tocar no corpo. Como esquecer dias tão intensos, momentos que ainda me queimam a memória? Permaneço em ti, mesmo quando tento fugir. E no dia em que nos conhecemos, o meu mundo amanheceu — e desde que partiste, nunca mais voltou a ser dia. A saudade não passa. Ela fica. Ela mora. Ela aprende o meu nome e chama-me todas as noites.

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