segunda-feira, 4 de abril de 2011

Depois do amor cego

O amor cego feriu-me, mas não me destruiu. Brincou com os meus sentimentos, partiu o que havia de mais puro em mim, mas ensinou-me a ver. Acreditei demais, amei com tudo o que tinha, entreguei-me sem defesas a quem só sabia fingir. Doeu. Doeu quando percebi que enquanto eu amava, o outro apenas usava. Doeu perder ilusões, doeu aceitar verdades. Mas a dor abriu-me os olhos. Hoje já sei: amor não humilha, não pisa, não fere de propósito. Amor não brinca com corações. Aprendi que amar demasiado sem amor do outro é esquecer-me de mim. E eu mereço mais. Agora escolho-me. Cuido de mim. Protejo o meu coração sem o fechar ao mundo. O amor que vier terá de ser verdadeiro, limpo, recíproco. Ou então não ficará. Porque quem aprendeu a sofrer aprende também a levantar-se. E quem se levanta já não aceita migalhas. O amor cego ficou para trás. Eu sigo em frente, de olhos abertos e coração mais forte. ✨

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