segunda-feira, 18 de abril de 2011

Meu amor

Desde o dia em que os nossos corpos decidiram amar antes mesmo das palavras, o mundo tornou‑se inteiro. Tudo fez sentido em ti. Não quis mais ninguém, porque o meu coração reconheceu o teu como se já te esperasse há vidas. Guardo‑te dentro de mim como quem guarda um segredo precioso, escondido entre o bater do peito e o fôlego que me sustém. És pensamento constante, presença mesmo na ausência, o nome que a minha alma repete em silêncio. Nunca imaginei que fosses o amor que me desarmaria por completo. Não falávamos de amor — vivíamo‑lo. Nos olhares demorados, no toque contido, na ternura que ardia sem pedir permissão. Ao teu lado tremo. Ao ouvir a tua voz, o meu corpo aprende outra língua. O teu nome provoca em mim uma vertigem doce, uma vontade de ficar, de pertencer. A tua ausência dói como febre. Cada segundo sem ti pesa, cada minuto chama, cada hora grita. E, mesmo assim, a cada dia amo‑te mais, com uma intensidade que não cabe em mim. O nosso amor cresce vivo, como a terra quando germina. É quente, é urgente, é eterno. Por ti subiria mil andares, gritaria aos céus, ao mundo inteiro, que o nosso amor existe — ardente como Vénus, feito de fogo, desejo e eternidade.

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